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RANCHO FOLCLÓRICO DE SERNANCELHE

O Rancho Folclórico de Sernancelhe foi fundado em 06/08/1982. 

 

DANÇAS E CANTARES
O Rancho Folclórico de Sernancelhe, procura ser a ponte entre os finais do século XIX e os  princípios do século XX, período a que remontam as recolhas efectuadas pela região, especialmente no nosso concelho de Sernancelhe e os tempos actuais.
As danças e cantares eram executados, nas Escanadas, Malhadas  e muitas vezes no

Terreiro aquando do regresso a casa depois de mais um árduo dia de trabalho, sendo por isso as danças regra geral lentas e em roda, como convinha por causa do cansaço.
 
 
   


TRAJES

Os trajes, tal como as danças e cantares, reflectem a principal actividade económica do concelho, a  Agricultura, (Camponeses, Ceifeiras, malhadores,Aguadeiro)tendo também alguns trajes domingueiros e cerimoniais (Noivos).

 


ACTUAÇÕES

O Rancho  Folclórico de Sernancelhe tem feito inumeras actuações, especialmente no Norte e Centro do Pais, participando em diversos festivais. O seu já longo historial tem no entanto dois pontos altos:

Actuação em JACOU – FRANÇA a convite da Câmara Municipal de Sernancelhe, inserida no processo de geminação JACOU-SERNANCELHE.

Participação no XXIII festival gastronómico de Santarém realizado em 23/10/2002

 

Mas melhor que as palavras, falam os actos. Vamos então ver e ouvir como se cantava e dançava outrora por terras de SERNANCELHE:

                                                 Entrada – Macieira do Adro



1º - AS SAIAS

É uma dança bastante animada, em roda, em que as mulheres evidenciam as suas saias compridas e muito rodadas, desafiando os homens.

Vejamos como eles respondem...

 


2º - VENHO DA RIBEIRA NOVA

 
Esta cantiga evoca um dos muitos trabalhos agrícolas realizados na nossa região, a sacha dos nabos, no decurso do qual o homem faz uma proposta demasiado ousada à sua prima. Ela, porém, mantém-se firme.

 


3º - ADEUS Ó FONTE DO RIO

 Esta cantiga evoca uma bela Fonte Românica, de arcatura geminada, situada a Nordeste da nossa Vila. Carregada de tradição, já que outrora, era o único lugar possuidor de água potável proporcionando assim encontros certeiros entre os jovens da nossa terra, que faziam despontar namoricos que muitas vezes culminaram em casamento. (Quantas vezes se entornava ‘acidentalmente ‘ o cântaro)


4º - O SAPATEIRINHO

 Esta cantiga lembra uma profissão outrora muito rentável, já que a aspereza do Terreiro ou da Eira, depressa lambia as solas dos sapatos e das botas . Nem os tamancos resistiam.

 


5º - Sr. LADRÃO

 Ontem como hoje, o homem não queria ficar sozinho. Não olhava a meios....

 


6º - VAMOS SEGUINDO AO NORTE

 Esta cantiga lembra o regressos das grandes Romarias Regionais, quase todas a Sul da nossa terra. Faz também alusão ao ex-libris da nossa agricultura ‘A CASTANHA, por muitos considerada a melhor do País.

 


7º - CASA AMARELA

 Tradicionalmente de pedra, a casa do lavrador abastado, era amarela quando pintada. Esta cantiga lembra a despedida da moça solteira de casa dos seus pais por altura do casamento. 

 


8º - O LOUREIRO

 Esta cantiga fala-nos de um cavalheiro sem carácter que ‘engana ‘ a donzela e depois a abandona. Lembra também uma planta muito abundante na nossa região, vulgarmente utilizada na cozinha como condimento. 

 

 

9º - A DAMA

 

                                                                                      Texto cedido gentilmente por Cândido de Azevedo

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