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O ESPÍRITO FESTIVO E VALOR SÓCIO-POLÍTICO DAS INAUGURAÇÕES MUNICIPAIS
 

Certo é que na actualidade e no contexto sócio-político e social, qualquer obra por mais despercebida ou insignificante que seja, merece e exige sempre uma condigna inauguração adequada.
Obras de grande vulto são coroadas de sumptuosidade, com importantes convidados e comitivas, e recheadas de toda uma diversidade de actos e procedimentos que tentam dignificar o momento, e gravá-lo na retina e memória das populações e a todos os que vão assistindo às diferentes fases do acto. Aliás são sempre acontecimentos e obras, fruto de aspiração e luta das gentes locais, desejos por vezes há muito aspirados por elas, e cujo objectivo vai ser sempre o progresso o embelezamento e o enriquecimento dos territórios da sua influência e circunscrição.
Os autarcas políticos aguardam sempre estes grandiosos
 momentos, e que na realidade, correspondem ao esforço
económico, à gestão dos recursos que dispõem e às
  O leitor e internauta interessado seguirá os passos que em baixo indico, para observar a sequência certa de como decorre todo o cenário e espectáculo:
  Página 1 - uma leve alocução à história do recinto
 
  Página 2 - desejo da população num espaço condigno ao Santuário
 
  Página 3 - a cerimónia de inauguração
 
  Página 4 - a cerimónia de inauguração - continuação
 
  Página 5 - a comemoração popular da festa
 
 promessas efectuadas.
Em conclusão, é a alegria e o sentimento de mais um dever cumprido, que corresponde sem dúvida a um autêntico delírio de satisfação do "ego" dos políticos envolventes.
 Como se diz nas nossas aldeias "há sempre os do outro lado".
- Ou por que têm convicções políticas diferentes e por directrizes filosóficas partidárias estão no "contra", o que não é válido,
pois que, a mais valia será o progresso e interesse colectivo dum determinado agregado populacional. Aqui a personalidade e carácter do indivíduo do "contra" deveria estar em consonância com esta postura de realidade.

- Ou por que a obra não beneficiou dos seus interesse privados; ou passou por espaços seus, mas agora considerados de interesse colectivo e não estão contentes com indeminizações.
- Ou por que, em termos concelhios, um determinado projecto ou estrada, foi implantado num lugar ou espaço por decisão camarária (por conveniência estratejo-económica, social ou melhor escoamentos de produtos), e seria também a aspiração de outras populações e autarcas de outras freguesias.
- Ou por que nunca estão contentes com nada e correspondem ao reino da incompetência e mediocridade.
Os pródomos do tema que estou a redigir, estão a tornar-se um pouco monótonos.
O objectivo deste trabalho, é mostrar a todos, os que estão cá, quem habita mais longe no país, ou noutro lugar do planeta,  o processamento dum acto solene inaugurativo, nesta região beirã
   
do interior "Sernancelhe", todo recheado dum espectáculo  
característico, que desde os discursos, ao corte da fita e à festa,transmitem uma peça tão"sui generis", que não é mais que um
indicador característico da personalidade e espírito festivo dos povos dos "Soutos da Lapa".



Opto pelo programa e descrição da "Inauguração dos novos acessos à Ermida de Nossa Senhora das Necessidades"  em Vila da Ponte, que de modo algum é diferente de outras inaugurações de vulto no concelho de Sernancelhe.
     
                     António Canotilho

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