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A Igreja resulta da ampliação, no século XVIII (a data – 1812 –  que se vê no frontispício, não se refere à data da construção nem desta ampliação), de uma capela que a Câmara da Ponte, à revelia da vontade do Abade, em 1400, mandou edificar e dedicar a Santa Bárbara (segundo Pinho Leal). Para tanto serviu-se
da pedra de uma atalaia ou esculca que ali se postara em tempos idos para pontificar, na sinalização (de bandeiras e outros elementos visuais e sonoros) de aproximação do inimigo ou de movimentos suspeitos, entre o castelo de Sernancelhe e o de Caria.

Talvês tenha sido a existência dessa esculca e do conjunto de pequenas habitações de arquitectura elementar e rústica que levou o Abade Vasco Moreira a escrever que a Vila da Ponte se originara no pequeno povoado que em tempos se implantou no alto do Monte da Borralheira.

O templo, espaçoso e confortável, é formado: pela espaçosa capela-mor, com altar de largos painéis pintados e orlados a dourado e oratório do titular – a Senhora das Necessidades – tecto pintado, com a data de 1900; sacristia na retaguarda do altar-mor, com nicho-oratório, com um crucifixo e corredor para a romaria interna; e pelo corpo da Igreja, uma grande nave com dois altares laterais, do mesmo estilo do altar-mor, embora mais pequenos (um dedicado a S. Joaquim e outro dedicado a S. José), dois púlpitos e coro.
 
Os altares de talha, do século XVIII, ou mesmo do século XIX, são pobres mas graciosos.
As boas cantarias emolduram com nobreza a fachada, os cunhais, as cornijas e rodapés e os muros envolventes do adro.

A igreja dispõe de amplas janelas cuja parte superior é arqueada. Tanto as janelas da capela-mor como as da sacristia são de entrada obliquada na horizontal, o que permite encaminhar a luz natural para o altar  ou para o nicho, já referenciados.
                                                                              

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