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Mas é conveniente referir que, desde 1984, ano em que o prelado diocesano presidiu às festividades, não têm cessado as obras de beneficiação do lugar, desde a capela e envolvente, águas, casa de banho, mesas de merenda, grutas com esculturas, via sacra, cruz alta.

Nem sempre terão sido beneficiações isentas de polémica, mas revêem-se na conhecida utilidade e algumas são de inegável gosto, em bem inseridas no espaço,

que é o caso da grande figura de Cristo granito esculpida com as suas mão abertas para a serra do Pereiro e bonita anexa de Sernancelhe, a aldeia do Mosteiro.

Pena é que o pavimento do recinto e alguns espaços envolventes, não seja em paralelos de granito, que embora traga os inerentes custos, decerto modificaria em profundo a perspectiva global de todo o Santuário.

Este aproveitamento de lajes de granito da sobra das pedreiras, cortado com a serra não me parece de modo algum a alternativa mais indicada para um complexo religioso e paisagístico tão atractivo.


Para o peregrino ou visitante, todo o cenário referido é sem dúvida o protótipo idealizado para a divulgação ou o retrato para todos, em como Sernancelhe é a terra do granito e a capital da castanha.     


                                                          António Canotilho

   

                                                                                                                       

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