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Subimos a encosta da Serra do Pereiro, rumamos à Senhora de Ao Pé da Cruz. Os íngremes e tortuosos caminhos de antanho transformaram-se, com o esforço dos sernancelhenses, em estrada de melhor acesso, facilitando o passeio e o convívio da tarde domingueira.

Depois de sairmos da Vila de Sernancelhe, então em direcção à Senhora de ao Pé da Cruz e cruzarmos com a estrada nacional de Viseu a Penedono, subimos então para o Santuário que iremos visitar, a Senhora de ao Pé da Cruz; bonitas paisagens são o panorama que iremos desfrutar pela íngreme estrada acima.

Logo depois do cruzamento e já na estrada de acesso, vislumbramos à nossa esquerda  extensas vinhas muito bem tratadas e ordenadas, rodeadas de castanheiros, e as suas folhas com uma diversidade de cores muito vistosas, característico do tempo Outonal, que transmitem ao panorama uma beleza invulgar e só própria desta época do ano.
Depara-se-nos então a pequena ermida de S. Miguel, sendo de invocar, no seu interior, o arcanjo S. Miguel para a denodada luta diária contra as forças do mal

que andam no mundo para a perdição das almas.
O caminho que vamos percorrer  é estreito e bem alcatroado.

Chegamos agora à bifurcação que vai para a quinta da Seara, mas continuamos em frente. Frondosos castanheiro à direita e à esquerda do percurso, ensombrando o sol de Outono, mas irradiando por entre as folhas dos soutos, raios de sol, que vitalizam todo este cenário, oferecem um ambiente nostálgico, sedutor e confortante.

Com certeza que no concelho não iremos encontrar outras paisagens com

soutos  tão imensos e condensados, que mais parecem um mar ondulado de folhas, e que no período do ano que corre, transmitem uma diversidade de tonalidades e cores, que mais parece uma tela tridimensional de ficção, do que a própria realidade da natureza.

Aproximamo-nos do cimo do monte, onde se esconde o objectivo do nosso passeio. Como já vamos bem alto, vemos à direita da estrada, e abaixo do

 nosso nível a vila de Sernancelhe, que já se estende por um espaço bastante alargado.

Á nossa frente, lá em cima já se vislumbra a Cruz Alta, sinal que o Santuário já se encontra bem próximo.

E percorremos já, cerca de 3 quilómetros, por esta ladeira acima, toda recheada e ensombrada dos soutos já referidos.
E, duas centenas de metros mais acima entramos finalmente no recinto do Santuário

 

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